Diz-se,
afirma-se, aplica-se, conforme as ideias de cada um, que o amor é a fonte da
vida, o bem mais imortal e intemporal, aparentemente. Obstinados somos nós que
percorremos anos à sua procura, desencontrados com o deleite proveniente dos
seus frutos, e em conflito com os seus derivados. Contemplados pela beleza
deste trivial sentimento, cessamo-nos ao infinito, pois não há limite para o
amor. Rogamos-lhes a eles, a esses idiotas devassos que rasgam os corações
apaixonados, pragas cruéis e impetuosas, sedentas de vindicta! O crime que é,
vamos lá dizê-lo, despedaçar um coração inocente, afeiçoado à protecção do seu
correspondido, não fosse este sentimento intrínseco, o âmago do nosso profundo
interior. Loucos somos nós para refutar o seu valor pela sua beleza e
genuinidade, pois nem sempre precisa de correlação, sendo suficientemente uma
loucura viver assim, cada um de nós tolhido de coragem para seguir em frente.
Como se diz, não há rosas sem espinhos, e o amor não é excepção.
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