terça-feira, 26 de março de 2013

Em Madrid

Madrid, afinal de contas, é uma cidade que superou as minhas expectativas. Antes de chegar, nao sabia o que esperar e até agora é muito interessante.
Ainda não vi muitas coisas porque cheguei ontem ao final do dia. Jantei no Mercado de San Miguel e só posso dizer que é lindo e algo que nunca tinha visto. Lembrou me apenas, assim de longe, o Lx Factory, em Lisboa. Fiquei num hotel perto das Puertas del Sol, que é uma zona muito central, e na praça já encontrei pessoas mascaradas de Mickey, Sponge Bob, Super Mario, Gato das Botas, etc. 
Hoje de manha, fui visitar o Palácio Real. Achei parecido ao Palácio de Versalhes  mas com um ar espanhol. Alguns dos salões são mesmo lindos e a minha sala favorita é a que foi decorada pelo Antonio Stradivari e tem vários instrumentos clássicos expostos. Depois passei por vários monumentos, sem os visitar por dentro e hoje a tarde ficámos a passear pelas ruas até a noite. Fomos ver um musical "El Musical", e o espírito do musical é super jovem e moderno com músicas contagiantes.
A internet aqui é super cara, pelo que escrevo um pouco a pressa. Eu daqui a uns dias dou novamente noticias. 
Amanha vou ao Museu do Prado, Museu de Tyssen e ainda não sei o resto.
Beijinhos da portuguesa que em Espanha fala italiano.

domingo, 24 de março de 2013

A AIESEC reinventou-me

Antes de mais, amanhã vou para Madrid! Desta vez, não vou perder a mala de porão porque nem compensa levar para cinco dias.

Tenho grandes notícias para dar que vão mudar a minha vida, por completo. Vou começar pelo início...
Há um ano e pouco, tive conhecimento da AIESEC através de uma colega minha, a Mónica, que fez um estágio internacional de voluntariado para a Índia. Eu, apaixonada por viagens e apaixonadíssima, com um encanto de cortar a respiração, pela Índia, fiquei em êxtase total e a partir daí vi-a como uma das minhas inspirações.
Não me candidatei no ano passado, mas sim este ano. E adivinhem: fui aceite como AIESECer! Agora tenho de explicar o que é a AIESEC, muito resumidamente. A AIESEC é uma ONG que foi criada por jovens há mais de 40 anos após a II Guerra Mundial, para promover a paz e desenvolver o potencial humano. Trabalha com vários programas e eu escolhi o estágio de voluntariado internacional. Passei às quatros fases do processo de selecção, na qual a primeira foi a pior porque estava super nervosa, a chorar antes de entrar, a pensar em desistir, mas no final valeu tudo a pena.
Portanto, eu estou super, super feliz, animada, comovida, ansiosa por embarcar nesta experiência. Não sei para onde quero fazer estágio, nem qual será o meu projecto. Só sei que a minha vida não faz o mínimo sentido se eu não puder ajudar, nem marcar a diferença na vida de alguém. Eu sempre soube que era diferente, que não era como uma pessoa normal, porque seria uma frustrada se não agisse para ser feliz, se chegasse a casa todos os dias sem nada pelo que me orgulhar e pelo que acreditar. E uma grande mensagem é a de acreditarmos em nós próprios, testarmos os nossos limites, sem ter medo de falhar. E se falharmos? Tentamos de novo, com o objectivo de melhorar sempre. Não podemos esperar viver sem desilusões. Eu vou ser sincera, quando falei deste projecto ao meu pai inicialmente, a resposta foi automática: não vais para a Índia. E eu refutei e reclamei. A conclusão foi que fiquei uma tarde inteira a chorar no meu quarto. Eu sei que não podia desistir e avancei com uma apresentação da AIESEC para o elucidar melhor, fui à rimt este fim-de-semana (um acampamento com os estagiários e equipa de líderes e membros) e hoje falei com ele e ele já não diz mais que não quer que eu vá. Falta escolher o estágio e não me vou restringir apenas à Índia. 
O meu percurso até aqui foi um pouco mais turbulento que isto, mas qualquer esclarecimento, eu estou de braços abertos e, aproveitando a deixa, foi assim que estive na rimt. A rimt beliscou o bichinho que havia em mim pela mudança, pela diferença, pela entreajuda. Tornou-me mais forte, com as convicções mais assentes e sem dúvida alguma os meus horizontes expandiram-se porque fez-me pensar nos meus objectivos e noutras realidades que os AIESECers mostraram. 
Sendo assim, é isto um pequeno resumo da rimt que, ainda assim, foi inequivocamente muito mais que isto. Eu chorei de alegria pela emoção que senti face a todas as experiências dos membros e simplesmente não quis parar de chorar. Sabia bem estar a chorar. Foram talvez as lágrimas mais verdadeiras da minha vida e isso diz que eu estou no lugar certo, à hora certa. 
Obrigada a todos os que fizeram isto acontecer.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Equipa marroquina: intercâmbio em Itália

Estou sem sono e deserta de vontade de escrever. 
No Outono passado, escrevi sobre o meu intercâmbio a Itália e dediquei um artigo a cada nacionalidade, mas não cheguei a escrever sobre a equipa marroquina. E como não gosto de deixar as coisas a meio, vou aproveitar.

A equipa marroquina era composta por cinco elementos da cidade de Oudja; quatro rapazes e uma rapariga.
Na noite intercultural, a ementa foi a seguinte: várias variedades de bolos e biscoitos com um aspecto super apetitoso, para não falar do sabor também, e um suave chá de menta a acompanhar (feito com folhas de menta com uma fragrância muito mais intensa que as saquetas de chá que cá usamos). Eles vestiram os trajes típicos, que são maioritariamente usados para ocasiões especiais, porque no dia-a-dia vestem-se como nós. A Youssra disse-me que as raparigas podem mostrar os ombros e ter um ligeiro decote nas camisolas, mas que têm de ter as pernas, quase sempre, cobertas. É interessante, não é?


Passo a apresentar: o Sam (chamávamos-lhe de Sam the Kid por ele ter só 16 anos e não o parecer), a Youssra, o Kuniva, o Elias e o Zakaria.

Tivemos uma grande empatia com todos, mas, no meu caso, eu senti especialmente com o Kuniva. O Kuniva estuda Matemática na Universidade Sorbonne, em Paris. Ele é um amigo mesmo fantástico porque consegue sempre captar quando estou triste ou não, ainda que só tenha estado com ele durante uma semana e, mesmo estando longe, nunca significou que uma amizade tivesse de enfraquecer.
Ambos tivemos o azar de ficar sem as malas de porão, contudo, a dele apareceu 5 dias depois, ao contrário da minha da qual já vos contei a situação.
Ele é vegetariano, como eu, yupi. 
Tirámos esta fotografia que eu não tenho palavras para descrevê-la mesmo.


Não sei se conseguem perceber por causa da luz, mas na cartolina diz LOST BAG. Pronto, tivemos de fazer piada do problema, que, na realidade, é o que o Kuniva costuma fazer. Ele é super positivo e tal como o Ayman e ele diziam "sometimes yes, sometimes no... maybe sometimes yes, or maybe sometimes not", esta era uma piada "privada" entre nós todos.
De qualquer das formas, tenho o maior carinho pelo resto da equipa marroquina. O Elias, sempre bem-disposto; a Youssra, uma rapariha super querida; o Wissam que nos proporcionou o final de viagem mais épico de sempre, e o Zakaria que só sabia dizer três palavras em português. É fácil de adivinhar: Olá/ Mamalhuda/ Cuzudo.
Agradeço o carinho com que sempre me trataram e tenho imensas saudades vossas.

Ah e vou mostrar-vos a fotografia dos bolinhos



Portanto, é isto que tenho a contar-vos. As minhas impressões do intercâmbio ainda não terminaram por aqui porque não dá para esquecer uma das viagens da minha vida pela experiência que me proporcionou.

Para todas as equipas, tenho saudades. E isto significa que tenho de ir visitar-vos. Mil corações.

De volta ao blogue.. a poucos dias da Primavera.

A felicidade é relativa e ainda bem que o é.
Para mim, felicidade é estar em harmonia com o Mundo, não dissesse a minha querida Maria Amélia "A Isabel é uma cidadã do Mundo".
E é verdade.
Viajar é, talvez, um dos três maiores prazeres que tenho e dou graças por todas as oportunidades que já tive. 
E vocês? Onde reside a vossa felicidade?



Estou de volta. Já estava cheia de saudades de escrever sobre viagens, ainda por cima agora que vou viajar novamente. A próxima é agora nas férias da Páscoa e o destino é MADRID, durante cinco dias.
Desta vez, vou alargar os horizontes no blogue. Como foi um regresso espontâneo, as ideias ainda estão a surgir e algumas estão a brotar do Outono passado. 
E tenho outra novidade: um sonho adormecido surgiu e já corre. Mas fica para depois. São cinco da manhã e foi há três horas atrás que decidi trazer o blogue de volta.