Antes de mais, amanhã vou para Madrid! Desta vez, não vou perder a mala de porão porque nem compensa levar para cinco dias.
Tenho grandes notícias para dar que vão mudar a minha vida, por completo. Vou começar pelo início...
Há um ano e pouco, tive conhecimento da AIESEC através de uma colega minha, a Mónica, que fez um estágio internacional de voluntariado para a Índia. Eu, apaixonada por viagens e apaixonadíssima, com um encanto de cortar a respiração, pela Índia, fiquei em êxtase total e a partir daí vi-a como uma das minhas inspirações.
Não me candidatei no ano passado, mas sim este ano. E adivinhem: fui aceite como AIESECer! Agora tenho de explicar o que é a AIESEC, muito resumidamente. A AIESEC é uma ONG que foi criada por jovens há mais de 40 anos após a II Guerra Mundial, para promover a paz e desenvolver o potencial humano. Trabalha com vários programas e eu escolhi o estágio de voluntariado internacional. Passei às quatros fases do processo de selecção, na qual a primeira foi a pior porque estava super nervosa, a chorar antes de entrar, a pensar em desistir, mas no final valeu tudo a pena.
Portanto, eu estou super, super feliz, animada, comovida, ansiosa por embarcar nesta experiência. Não sei para onde quero fazer estágio, nem qual será o meu projecto. Só sei que a minha vida não faz o mínimo sentido se eu não puder ajudar, nem marcar a diferença na vida de alguém. Eu sempre soube que era diferente, que não era como uma pessoa normal, porque seria uma frustrada se não agisse para ser feliz, se chegasse a casa todos os dias sem nada pelo que me orgulhar e pelo que acreditar. E uma grande mensagem é a de acreditarmos em nós próprios, testarmos os nossos limites, sem ter medo de falhar. E se falharmos? Tentamos de novo, com o objectivo de melhorar sempre. Não podemos esperar viver sem desilusões. Eu vou ser sincera, quando falei deste projecto ao meu pai inicialmente, a resposta foi automática: não vais para a Índia. E eu refutei e reclamei. A conclusão foi que fiquei uma tarde inteira a chorar no meu quarto. Eu sei que não podia desistir e avancei com uma apresentação da AIESEC para o elucidar melhor, fui à rimt este fim-de-semana (um acampamento com os estagiários e equipa de líderes e membros) e hoje falei com ele e ele já não diz mais que não quer que eu vá. Falta escolher o estágio e não me vou restringir apenas à Índia.
O meu percurso até aqui foi um pouco mais turbulento que isto, mas qualquer esclarecimento, eu estou de braços abertos e, aproveitando a deixa, foi assim que estive na rimt. A rimt beliscou o bichinho que havia em mim pela mudança, pela diferença, pela entreajuda. Tornou-me mais forte, com as convicções mais assentes e sem dúvida alguma os meus horizontes expandiram-se porque fez-me pensar nos meus objectivos e noutras realidades que os AIESECers mostraram.
Sendo assim, é isto um pequeno resumo da rimt que, ainda assim, foi inequivocamente muito mais que isto. Eu chorei de alegria pela emoção que senti face a todas as experiências dos membros e simplesmente não quis parar de chorar. Sabia bem estar a chorar. Foram talvez as lágrimas mais verdadeiras da minha vida e isso diz que eu estou no lugar certo, à hora certa.
Obrigada a todos os que fizeram isto acontecer.
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