sábado, 22 de junho de 2013

O Turismo pelos meus olhos




Camerino, na região Marche


Por três semanas estive perto de ser italiana. Falei italiano, experimentei tantas receitas italianas, convivi com alguns italianos, vivi numa cidade típica italiana, aproveitei os momentos de dolce far niente. A adaptação não foi fácil, embora eu já soubesse desenrascar-me com o que sabia de Italiano, na prática, torna-se mais desafiador do que o que parece, para além de estar longe do que nos prende no nosso país.
Não é novidade que Itália me inspira, como não é novidade que não gosto de cidades demasiado turísticas, como Roma. Podemos contemplar o Coliseu, adorar o Papa na Cidade do Vaticano, namorar à beira das fontes, almoçar um spaghetti al pomodoro e basilico, mas, na minha modesta opinião, os turistas vêm aos milhares, e para poder sentir a energia romana, não é possível como deveria ser. Este é um pensamento utópico, é impossível que Roma não receba tantos turistas, o que não seria bom para a economia nacional, apenas prefiro outras paragens, não menos italianas, não com menos turistas, contudo, diferentes. Mas longe de mim criticar Roma.
Veneza é igualmente turística e no meio do caos, encontrei um jardim onde pude repousar e abstrair-me da confusão e do calor que fez nesse dia. Aconselho o passeio de gôndola que mesmo caro, a dividir com amigos, o preço fica bastante acessível.
Itália está no meu coração. É um até já, considerando que para o ano estarei em Florença a estudar. Esta experiência enriqueceu com todos os que conheci: 130 pessoas. Entre todos esses, a poucos me dei e felizmente, escolhi bem. A acompanhar este assunto, dado que algumas dessas pessoas são do Brasil, envio um beijo de força e mudança para São Paulo.

Amanhã parto para Lisboa e não quero ir.
Ci vediamo,

Isabel

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