segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Friends

Já há uns dias que não escrevia nada. A faculdade começou e tive de tratar das mudanças para Lisboa, das praxes, etc. Mas, não me esqueci de partilhar mais umas coisinhas.
Neste intercâmbio ganhei amigos novos. Criámos entre todos laços de amizade e, embora estejamos a milhas de distância, a amizade continua lá.

PORTUGAL
















Esta foi a primeira fotografia da equipa portuguesa. E penso que seja a única em que estejamos nós todos. No início, integrar-me foi complicado pois não conhecia nenhum dos participantes, e como já tinha referido, estava insegura quanto à viagem ainda, e no primeiro contacto, sou sempre muito tímida. Mas, passado um dia, já me sentia parte do grupo.
Embora eu não tenha o mínimo desconforto ao estar rodeada de pessoas que não falam a minha língua, foi bom ter um suporte "tuga", pois sempre que não me conseguia expressar ou não sabia uma palavra em inglês, podia falar português que iriam-me ajudar, ou quando tinha saudades de casa, ao estar junto deles dava me algum conforto, e também por serem bastante porreiros. Aquando da noite portuguesa, mesmo sem os doces que trouxera de Portugal na mala, foi entusiasmante partilhar com os outros o gosto (nem que seja pouco) que sentimos pela nossa terra. 

EGIPTO
















Infelizmente, não consegui tirar uma fotografia minha só com a equipa egípcia, pelo que só tenho esta, que está particularmente especial. Talvez, no geral, se tenha uma má ideia do Norte de África e, embora certas regiões sejam bem complicadas, o Egipto é um país menos problemático que essas regiões. Antes de conhecer a equipa egípcia, não compreendia bem a cultura e o seu modo de viver. Depois de muitas e longas conversas sobre política, religião, rituais, casamento, etc, compreendi que o mundo ocidental não pode criticar a cultura deles. Primeiro, não é justo. Segundo, só porque as mulheres andam tapadas, significa que não têm liberdade? Elas trabalham como nós, podem andar sem o hijab se assim o decidirem.. e as que usam, é por uma questão de princípio pessoal. Conheci uma rapariga que andava todos os dias de hijab porque não gostava de se expor. E depois? A Nahla explicou-me que há certas formas de estar que, culturalmente, são permitidas, mas que religiosamente não. Logo, depende bastante do caminho que cada um quer seguir. Contudo, há aspectos com os quais não concordo, mas nem eu concordo com tudo em Portugal. Eles seguem o princípio de que a mulher tem de ir virgem para o casamento (e é suposto o homem ser virgem também), pois dão valor à fidelidade. Em muitos outros países não se aplica esta regra geral, mas é uma questão de princípio e de prevenir a infidelidade. Seremos nós ignorantes o suficiente para criticá-los? Parece-me que não. 

Estes são os egípcios: Hend, Taz, Nahla, Yasmin, Ayman and Mariam. 










Em breve, as duas outras equipas, Itália e Marrocos. Boa semana! Ciao!

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