Diz-se,
afirma-se, aplica-se, conforme as ideias de cada um, que o amor é a fonte da
vida, o bem mais imortal e intemporal, aparentemente. Obstinados somos nós que
percorremos anos à sua procura, desencontrados com o deleite proveniente dos
seus frutos, e em conflito com os seus derivados. Contemplados pela beleza
deste trivial sentimento, cessamo-nos ao infinito, pois não há limite para o
amor. Rogamos-lhes a eles, a esses idiotas devassos que rasgam os corações
apaixonados, pragas cruéis e impetuosas, sedentas de vindicta! O crime que é,
vamos lá dizê-lo, despedaçar um coração inocente, afeiçoado à protecção do seu
correspondido, não fosse este sentimento intrínseco, o âmago do nosso profundo
interior. Loucos somos nós para refutar o seu valor pela sua beleza e
genuinidade, pois nem sempre precisa de correlação, sendo suficientemente uma
loucura viver assim, cada um de nós tolhido de coragem para seguir em frente.
Como se diz, não há rosas sem espinhos, e o amor não é excepção.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Olha quem chegou...
Pensei que nunca mais. Sim, finalmente encontraram a minha mala. Por onde andou não quero saber, apenas sei que voltou para casa tal e qual como foi deixada! Mas, claro, muito mais viajada do que eu. Basta olhar para a quantidade de etiquetas.
Eu já não estava optimista quanto à mala porque, após tanto tempo - 23 dias - não contava que aparecesse, mas tive sorte, felizmente.
Agora, uma coisa é certa, esta mala não volta a viajar para tão longe. Servirá nas viagens de fim-de-semana, pois quero arranjar uma outra mala de porão bem, bem gira! Na semana passada, vi uma mala lilás linda da Segue e, para mala de viagem, não é assim tão cara: 80 euros. Quando a mala ainda estava desaparecida, fui ver outras malas e encontrei uma amarela por 160 euros! Admito que estava bastante perturbada, então só queria uma mala que desse nas vistas para ser mais fácil de procurar. Mas não a comprei, claro.
Já partilhei a novidade desta semana. O bichinho da aventura continua a espreitar... Apesar de estar confortável e feliz neste momento da minha vida, dou por mim a imaginar-me a estudar, a fazer voluntariado, seja o que for, num país estrangeiro. Se tudo correr bem, uma grande aventura espera-me para o ano que vem. Mal posso esperar por sair de Portugal de novo.
Citando caros amigos alentejanos, vou bater o choco, isto é, vou dormir (se conseguir que ultimamente ando com insónias).
P.S.: Comprei um guia de conversação em italiano. Passei esta noite a lê-lo, repetindo tudo em voz alta. Amanhã espera-me uma aula de italiano bem produtiva! Ciao!
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Bella Italia
ITÁLIA
Durante o intercâmbio em Nápoles, precisámos de vários membros italianos para nos ajudar e nos esclarecer algumas dúvidas. A Serena e o Bruno pertenciam à associação que nos acompanhou, a Mosaico. Sempre que surgiu algum problema, foi a eles que nos dirigimos (não fossem as malas perdidas um problema).
Esta linda italiana é a Alessia, que festejou o seu aniversário ontem. Happy B-day girl, you are gorgeous (L)
Apresento-vos o Stephano.
E a Ursula, que é a rapariga que está abraçada à Hend (a rapariga com hijab)
I miss you so much!
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Friends
Já há uns dias que não escrevia nada. A faculdade começou e tive de tratar das mudanças para Lisboa, das praxes, etc. Mas, não me esqueci de partilhar mais umas coisinhas.
Neste intercâmbio ganhei amigos novos. Criámos entre todos laços de amizade e, embora estejamos a milhas de distância, a amizade continua lá.
Esta foi a primeira fotografia da equipa portuguesa. E penso que seja a única em que estejamos nós todos. No início, integrar-me foi complicado pois não conhecia nenhum dos participantes, e como já tinha referido, estava insegura quanto à viagem ainda, e no primeiro contacto, sou sempre muito tímida. Mas, passado um dia, já me sentia parte do grupo.
Embora eu não tenha o mínimo desconforto ao estar rodeada de pessoas que não falam a minha língua, foi bom ter um suporte "tuga", pois sempre que não me conseguia expressar ou não sabia uma palavra em inglês, podia falar português que iriam-me ajudar, ou quando tinha saudades de casa, ao estar junto deles dava me algum conforto, e também por serem bastante porreiros. Aquando da noite portuguesa, mesmo sem os doces que trouxera de Portugal na mala, foi entusiasmante partilhar com os outros o gosto (nem que seja pouco) que sentimos pela nossa terra.
EGIPTO
Infelizmente, não consegui tirar uma fotografia minha só com a equipa egípcia, pelo que só tenho esta, que está particularmente especial. Talvez, no geral, se tenha uma má ideia do Norte de África e, embora certas regiões sejam bem complicadas, o Egipto é um país menos problemático que essas regiões. Antes de conhecer a equipa egípcia, não compreendia bem a cultura e o seu modo de viver. Depois de muitas e longas conversas sobre política, religião, rituais, casamento, etc, compreendi que o mundo ocidental não pode criticar a cultura deles. Primeiro, não é justo. Segundo, só porque as mulheres andam tapadas, significa que não têm liberdade? Elas trabalham como nós, podem andar sem o hijab se assim o decidirem.. e as que usam, é por uma questão de princípio pessoal. Conheci uma rapariga que andava todos os dias de hijab porque não gostava de se expor. E depois? A Nahla explicou-me que há certas formas de estar que, culturalmente, são permitidas, mas que religiosamente não. Logo, depende bastante do caminho que cada um quer seguir. Contudo, há aspectos com os quais não concordo, mas nem eu concordo com tudo em Portugal. Eles seguem o princípio de que a mulher tem de ir virgem para o casamento (e é suposto o homem ser virgem também), pois dão valor à fidelidade. Em muitos outros países não se aplica esta regra geral, mas é uma questão de princípio e de prevenir a infidelidade. Seremos nós ignorantes o suficiente para criticá-los? Parece-me que não.
Estes são os egípcios: Hend, Taz, Nahla, Yasmin, Ayman and Mariam.
Em breve, as duas outras equipas, Itália e Marrocos. Boa semana! Ciao!
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Taz, Taz, Taz
Todos nós nos matámos a rir quando o Taz assobiou desta forma tão.. particular! É assim que assobiam no Egipto.
Taz, I really enjoyed meeting you :)
Ohhh ... happy day!
Esta é uma das minhas fotografias favoritas. Estávamos na Amministrazione Provinciale di Napoli, era o dia das visitas às associações. A associação que estávamos a visitar tinha como objectivo ajudar emigrantes a integrarem-se e a obterem todos os documentos necessários para residir em Nápoles.
Esta foi a primeira associação, a Manitese. Esta associação revende produtos anteriormente usados por um preço bastante acessível, para além de empenhar-se na luta contra a fome e no desequilíbrio entre o norte e o sul do planeta, promovendo os princípios de sustentabilidade, nos seus aspectos ambientais, sociais, económicos e culturais. Foi aqui que comprei um pacote de esparguete (caro, por acaso, mas foi por uma boa causa), cuja embalagem parece plástico, mas é feita de um material biodegradável.
Quanto a vós, não sei, mas eu certamente compraria os legumes neste negozi (em português, significa loja). Esta rua, perto da Piazza Bellini, foi uma das minhas preferidas. Esta loja está a poucos metros da entrada para a Napoli Soterranea, que visitámos no último dia. Foi nesta rua que comprei massa farfalle de espinafres e tomate.
Não, não foi aqui que comprei a massa, eheh, mas poderia ter sido. Esta loja está ainda um bocadinho afastada da rua acima citada. Se fosse napolitana, também seria aqui que compraria todas as minhas massas.
Espero que tenham gostado. Buonanotte amici!
Welcome to Naples!
De Lisboa, voámos para Barcelona, e de Barcelona para Roma. Chegados a Roma, três das quatro malas de porão estavam desaparecidas. O caos instalou-se. De Roma para Nápoles, fomos de autocarro juntamente com os sete egípcios que participaram no projecto. A viagem até Nápoles durou o dia todo, e para quem acordou às 5.30h da manhã e, no final do dia, não tinha mala, bem, devem perceber mais ou menos a sensação. A minha opinião sobre a primeira impressão que tive de Itália? Do aeroporto de Roma até Nápoles, senti-me como em Portugal, especialmente na auto-estrada. Conhecem a estação de comboios de Coina, junto da Decathlon? Passei por uma Decathlon e senti que estava a passar por Coina! Quando cheguei a Nápoles, a primeira impressão foi que a cidade sofria de um TRÁFEGO INSUPORTÁVEL! E sim, em Nápoles os motociclistas conduzem sem capacete. Cheguei a ver quatro pessoas (das quais uma criança) em cima de uma scooter, uma criança com menos de catorze anos a conduzir sozinha, carros e motas a passar o vermelho, e a Polícia a ver, sem nada a apontar. Esta é a primeira impressão de Nápoles. A segunda é a de se viver no meio da sujidade. Para quem não sabe, Nápoles passou por uma situação crítica, quando o lixo da cidade ficou acumulado nas ruas por três meses, devido a disputas políticas, à corrupção e aos interesses económicos da máfia italiana (sim, Nápoles é a cidade da máfia), e para acabar com o problema, foi necessário enviar soldados e camiões militares. E, mesmo assim, continua a
haver muito lixo nas ruas.
Mas claro, Nápoles não tem só aspectos negativos. As pizzas são deliciosas! A Margarita é a mais simples, e para quem pensa (como eu pensava!) que quantos mais ingredientes, melhor, então ainda não provou esta pizza. Esta pizza pertencia ao meu amigo, Elias (I miss you!), pois neste dia comi uma margarita, mas com cogumelos.
Por hoje é isto.
Divirtam-se! Ciao!
haver muito lixo nas ruas.
Por hoje é isto.
Divirtam-se! Ciao!
From the begin..
Cheguei de Nápoles há três dias. E as saudades apertam. Nunca esperei conhecer pessoas tão carinhosas. As memórias ficaram, e espero reencontrar todos de novo.
Passando à viagem em si, no geral, foi uma das melhores experiências da minha vida, e recomendo vivamente à comunidade jovem uma experiência como esta. O contacto com um novo país, com uma nova cultura, os amigos novos, as experiências que se ganha, e com isso, uma mais valia na nossa formação como indivíduo, bem, são aspectos que realmente fazem a diferença no futuro.
Para mim, a viagem não começou assim tão bem. Perdi a minha mala de porão e, até agora, não tenho novidades da mala. No início da viagem, tive medo porque não conhecia ninguém, não sabia que tipo de pessoas podia encontrar, se a viagem seria segura, entre outras. Foi através desta associação http://experimentaculo.org/ que tive conhecimento deste intercâmbio, e também não conhecia ninguém que já tivesse participado em algum projecto desta associação, pelo que estava insegura a dobrar. Nesta instituição, trabalha o Pedro e a Helena, e posso-vos dizer que são pessoas 5*, que se disponibilizam a dar todo o tipo de informações e a ajudar. Não tenho nenhuma queixa, e nem podia ter :)
Neste intercâmbio, participaram quatro países: Portugal, Egipto, Marrocos e Itália, em que o tema girou à volta da diversidade cultural. Ficámos em Nápoles, num hostel, que, até à data, nunca tinha ficado a dormir num, e gostei muito, por acaso. Não se assemelha a um hotel comum, pois num hostel partilha-se o quarto com muitas pessoas (até 7), nem todos os quartos têm casa-de-banho particular (e não tem gel de banho, champô, e tudo o que um hotel costuma ter), somos nós que temos de fazer a cama de início, e as camas são beliches. Para mim, foi novidade, pois sempre que viajei, fiquei hospedada num hotel, dado que esta nova experiência tornou ainda mais interessante a viagem.
Não tive possibilidade de escrever um post todos os dias durante a viagem pois não tinha computador, e para ter acesso ao computador do hostel tinha-se de pagar um euro por hora. Por isso, durante os dias que se seguem vou postar fotografias e a minha experiência.
De resto, só me resta agradecer a todos os que participaram neste intercâmbio e fizeram com que fosse único. E a quem lê o blogue, obrigada por se interessarem.
Ciao!
Passando à viagem em si, no geral, foi uma das melhores experiências da minha vida, e recomendo vivamente à comunidade jovem uma experiência como esta. O contacto com um novo país, com uma nova cultura, os amigos novos, as experiências que se ganha, e com isso, uma mais valia na nossa formação como indivíduo, bem, são aspectos que realmente fazem a diferença no futuro.
Para mim, a viagem não começou assim tão bem. Perdi a minha mala de porão e, até agora, não tenho novidades da mala. No início da viagem, tive medo porque não conhecia ninguém, não sabia que tipo de pessoas podia encontrar, se a viagem seria segura, entre outras. Foi através desta associação http://experimentaculo.org/ que tive conhecimento deste intercâmbio, e também não conhecia ninguém que já tivesse participado em algum projecto desta associação, pelo que estava insegura a dobrar. Nesta instituição, trabalha o Pedro e a Helena, e posso-vos dizer que são pessoas 5*, que se disponibilizam a dar todo o tipo de informações e a ajudar. Não tenho nenhuma queixa, e nem podia ter :)
Neste intercâmbio, participaram quatro países: Portugal, Egipto, Marrocos e Itália, em que o tema girou à volta da diversidade cultural. Ficámos em Nápoles, num hostel, que, até à data, nunca tinha ficado a dormir num, e gostei muito, por acaso. Não se assemelha a um hotel comum, pois num hostel partilha-se o quarto com muitas pessoas (até 7), nem todos os quartos têm casa-de-banho particular (e não tem gel de banho, champô, e tudo o que um hotel costuma ter), somos nós que temos de fazer a cama de início, e as camas são beliches. Para mim, foi novidade, pois sempre que viajei, fiquei hospedada num hotel, dado que esta nova experiência tornou ainda mais interessante a viagem.
Não tive possibilidade de escrever um post todos os dias durante a viagem pois não tinha computador, e para ter acesso ao computador do hostel tinha-se de pagar um euro por hora. Por isso, durante os dias que se seguem vou postar fotografias e a minha experiência.
De resto, só me resta agradecer a todos os que participaram neste intercâmbio e fizeram com que fosse único. E a quem lê o blogue, obrigada por se interessarem.
Ciao!
domingo, 29 de julho de 2012
Sem rodeios
Até há uns tempos, a ideia de criar um blogue parecia-me despropositada. Logo eu que nunca fui adepta de tecnologias. Surgiu a partir de um amigo meu, então, a ideia. E a concretização surgiu a partir do dia em que recebi um e-mail a confirmar a minha presença num intercâmbio em Nápoles, Itália.
Sem rodeios, vou aliar este blogue às minhas experiências pessoais e das viagens que já fiz. Quero que seja um blogue em que, todos os que tiverem o bichinho da aventura, todos os que sentirem saudades de viajar, e todos os que se interessarem pelo blogue, cá possam vir matar o bichinho, partilhar comigo todas as viagens e ficar a conhecer outros lados.
Eu sou a Izzie, ou a Isabel. Tenho dezoito anos, sou natural do Algarve, especificamente de Portimão. No último ano mudei-me para Lisboa para estudar na Universidade. O meu curso é na Faculdade de Letras, designado Estudos Artísticos, variante de Artes e Culturas Comparadas. Estou a adorá-lo, todas as expectativas que tinha corresponderam à realidade. Sou muito sonhadora, pois há tanto que quero alcançar e realizar, e não quero perder mais nenhuma oportunidade.
Hoje comecei a realizar um sonho. E que sonho grande. E viajado.
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